quarta-feira, 8 de abril de 2009

vestígios

Espalhados pelo mundo
Vou deixando marcas 
Em um papel na padaria 
Na tela desse computador   

Espalho palavras nuas 
Meus vestígios só meus 
Que podem ser de tantos 
De formas suas   

Em cada vida pode a minha fazer sentido 
Mas se olhar com cuidado vai ver 
As minhas marcas em cada nada 
No tudo que sou eu   
Meu olhar constrói meu mundo 
Me forma tantas idéias 
E talvez com os seus olhos 
Nunca veja o que de você tem ali, 
No bilhete esquecido na mesa 
No canto da página do caderno 
Nos vestígios que deixei pra me encontrarem   

E me perco cada dia mais e sempre 
Deixo pra trás palavras, 
Me deixo espalhada 
E vivo em cada palavra que deixo 
Quero sempre viver mais 

3 comentários:

rebecca disse...

Ô Sá,
tão vc esse poema!
pelo pouco tempo mas pela intensidade que convivemos esse ultimo ano deu pra ver pequenas marcas, suas, nesses "vestigios"
me lembrou, até, de um poema que gosto muiito; "resíduo" de Carlos Drummond de Andrade!
tem em A rosa do povo, particulamente, o meu livro favorito dele, sei lá pq! =P

beijoss

Flávio Catão. disse...

Bom...
Juntando todos os vestígios...
Só posso concluir que...

É você!
Na verdade, sou eu também. E com certeza quem mais ler!

Incríveis as palavras.

Saudades de ti!

Beijooo.
=**

lavoisierempalavras disse...

minha amiga poeta! eeita orgulho que eu tenho!
=***