segunda-feira, 9 de novembro de 2009

Conjunto

video

Sou agora vontade de um beijo nunca dado
Do arrepio do teu carinho que ainda espero
Sou saudade da saudade de toda manhã
E ainda mais saudade do boa noite

Sou ainda mais intensamente saudade daquele nascer de manhã
Do vento da varanda

Sou um pouco de tudo que não vivi
E tanto do que foi vivido

Sou a vontade de correr ao seu encontro
Encontro que você não espera.
Sou saudade de finos fios
Sou vontade buscando um novo encontro

Sou a menina na janela
Sou eu te observando só pra mim
A única que via você ir

vídeo feito para apresentar a poesia acima em um Circuito Literário!


domingo, 8 de novembro de 2009

Clara

E foi tentando te entender
Que perdida em um obscuro Claro
Me entendi
Te vi meu espelho

Te tenho pra sempre como certeza
Da certeza
Que minha solidão é acompanhada

Me tenho como sua certeza
De caminhos sempre paralelos
Sempre ao lado

Da física explicada em mola
Meu anjo Claro se fez
No verde escondi um pouco de mim garota
Me vejo no fundo da menina
Sorrindo

Confesso.
Amo.
Espero uma outra estação
Pra juntas seguimos

E vivendo
Cada dor. Cada amor
Somos muito
Ocupamos todo o espaço do silencio
Fazemos o vazio se entender

Somos.

terça-feira, 27 de outubro de 2009

Minha mente fervilha
E lá fora o mundo para
Cada segundo mais o escuro se espalha
O silencio aumenta
Meus ouvidos doem

As idéias correm loucas
Se misturando
Uma nas outras

Sinto que é essa a agonia
Que senta um fumante sem fumar
Fumaria em minha varanda,
Cigarros tantos para encher um cinzeiro
Mais

Quero entender o que grito pra mim mesma
Estou em conflito
Do quero
O posso
Quero poder
Posso querer ?

E minha mente fervilha
Sem parar

Me perco só
Pra tentar me encontrar
Ou me perder mais
E vou
indo

segunda-feira, 26 de outubro de 2009

Tabaco

Sinto o cheiro de tabaco de sua língua
O arrastar dele na minha
Imagino tão azul o cerrar da vontade

Gelado bom de auto afirmação que ficou
Quente de língua que fala
Em sotaque tão próprio
Misturando um pouco de tudo que já foi vivido

No lábio escorre o doce veneno
Que bebi em noventa e oito beijos
E sem saber me envenenou

E do veneno o olhar
No salão esqueceu do mundo
Vazio ficou apenas era você
Que nunca mais chegou

Seco veneno
Partiu-se como solo de sertão
Como lábio que de beijo se alimenta

Veneno seca sem pílulas
Desejo parti sem remédio
Por vezes um pra sempre pesado fica
Mas língua com ódio o diz

Já não sei o que digo.

domingo, 30 de agosto de 2009

D'Novo

Quando me perco em mim
Grito cá dentro
A ajuda não chaga.

Fujo de com olhos apertados
Pés no cão por tão pouco
Encontro o caminho
Flutuo acima do mundo diário
Lá me perco
Entre nada e tão pouco
As vezes (quem sabe) o futuro.

quarta-feira, 26 de agosto de 2009

Reflexo do medo

O relógio ponteia o tempo que passa
(Diante dos olhos passa)
E a nos não demos chance

Ao lado passam outros
Que se perdem
Os olhos presos pelo detalhe de você
No cabelo levemente preso
No olhar que brilha sem querer

Em minha pele sinto a textura da sua
Delicadamente me tocando
Como se com medo de quebrar
Vejo a verdade tão profunda
Em olhos que procuro evitar
Em mim te acho
E pra fora tento te jogar
Por medo

E vivo
Tentando achar
Quem mais se encaixa
Em quem nem molde tem

terça-feira, 4 de agosto de 2009

Prato Vazio

Torceu minha garganta
Doía agudo a ignorância
De ser tão nada
Diante do partir

Das paredes transbordavam lágrimas
Dos olhos vazavam um cheiro de dor
De mim partiam as energias

Nos olhos mais amados
Eram tantos porquês que ouvia
E eu que sempre tudo quis aprender
Calei

Doía calar
Doía ainda mais tentar falar
Entender se tornou inexistente

Era ali tão estúpida quanto qualquer um
As letras passadas em vida
Nada diminuíam o sentir

Era eu ali esmagada
Por tudo nada
Uma vida passada nos olhos em uma manhã
A cada subir de escada
A cada descer de noticia

De tanta coisa que não se explica
Entendo o porque de tamanha dor
Era o amor latejando meu peito
E querendo sair pela garganta
Rasgar meus olhos

Mas tenho certeza que aprendi
Diante do prato vazio
É sempre de você que vou lembrar

Você ficou em cada detalhe
Te cubro de flores